(…) “Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros, quero parar de me doar e começar a receber. Sabe, eu acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências. Eu vou gostando, eu vou cuidando, eu vou desculpando, eu vou superando, eu vou compreendendo, eu vou relevando, eu vou… e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos. E vou dando muito de mim, e aceitando o pouquinho que os outros tem para me dar…”
domingo, 16 de outubro de 2011
Sem despedidas
Dissemos que jamais nos separaríamos. Depois de algum tempo eu fui a primeira a querer essa pausa, alguma coisa em mim se desligou, se desconectou, se rompeu, um mecanismos de defesa talvez.
Estar na sua presença me perturba, me dói muito e não me pergunte o porquê, resolvi então que teríamos o mínimo de contanto, sim eu decidi sozinha, por mim mesma, um tanto egoísta não é? Eu sei!
Melhor desse modo. O nosso antigo vínculo vai ficar nas lembranças não há dúvidas, mas é que agora não dá mais pra sermos Nós, tem q ser ou Eu ou Você, agora os caminhos se bifurcam. Então que seja. Mais produtivo assim!
Estar na sua presença me perturba, me dói muito e não me pergunte o porquê, resolvi então que teríamos o mínimo de contanto, sim eu decidi sozinha, por mim mesma, um tanto egoísta não é? Eu sei!
Melhor desse modo. O nosso antigo vínculo vai ficar nas lembranças não há dúvidas, mas é que agora não dá mais pra sermos Nós, tem q ser ou Eu ou Você, agora os caminhos se bifurcam. Então que seja. Mais produtivo assim!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Cicatrizes da alma

A gente sempre acha que tudo passou, que não atingi mais. Só nos damos conta que atingi sim, quando estamos diante de uma situação parecida, de um cheiro, do vento, de uma pessoa que achávamos que já estivesse no passado, então retorna aquela sensação de insegurança, aquele sentimento que já conhecemos bem, e ele surge como se tivesse nascido ontem, porém com modificações , vem junto com a dor de sabermos que não tem como esquecer, nem passar uma borracha, apagar do inconsciente certas coisas, amenizar algumas lembranças, que foram letais, e não tem como nada disso acontecer de novo para que assim pudéssemos fazer diferente, transformar em algo melhor, pois agora é isso, uma marca, faz parte da gente, é lembrado, mas não, não muda.
domingo, 9 de outubro de 2011
"
Olhe, não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores da vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo – é difícil de acreditar, eu sei – vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. “É melhor viver do que ser feliz”. Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida.Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, doi demaais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar." Caio Fernando Abreu
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
:/
Sabe aquele medo de fracassar?
De querer ser muitas coisas, gostar de muitas pessoas e acabar sem merda nenhuma!?
Pois é, esse medo anda rondando sobre mim. Estou em uma inutilidade só, a produtividade passou bem longe. Droga, queria tanto sentir orgulho de mim, me encontrar, me sentir mais feliz, mais inteira.
E o que resta de tudo isso é o medo, o sentimento de vazio e só.
De querer ser muitas coisas, gostar de muitas pessoas e acabar sem merda nenhuma!?
Pois é, esse medo anda rondando sobre mim. Estou em uma inutilidade só, a produtividade passou bem longe. Droga, queria tanto sentir orgulho de mim, me encontrar, me sentir mais feliz, mais inteira.
E o que resta de tudo isso é o medo, o sentimento de vazio e só.
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