terça-feira, 7 de setembro de 2010

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Fazes-te de criança, te jogas, esperneia. Priva-te de olhares, gestos e atitudes e se larga. Boneca de pano não quer enxergar além do que a cerca, tapa os olhos e continua com a razão de baixo dos braços, boba! Seu quarto a sufoca, porque ela quer gritar, ela quer dançar a noite toda e a porta fechada a impede. Chora coitada, te fazem de borralheira eu sei, mas virarás cinderela, pode acreditar! Menina ingênua vai viver, vai achar-se, ou te acharão, pois certamente te procuram. O tic tac não espera, ouça o som, ele não para! E no final do dia você continua sentada, sem um amarrotado no vestido, esperando sei lá pelo que, para descobrir, que não tem nada pra descobrir, apenas para aprender!

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