sábado, 28 de maio de 2011

Somos foda (8'


Se fossemos homens seria melhor, se fôssemos feios saberíamos que teríamos que ser arrumados e estilosos,
Poderíamos pegar uma na frente da outra e dar umas desculpinhas que ia colar,
Pegaríamos o telefone das gatinhas e ligaríamos na hora que quiséssemos e se quiséssemos,
No mínimo seríamos fodas, se fossemos gostosos as meninas nos buscariam em casa e nos levariam para as festas, se não fossemos, nos perseguiriam do mesmo jeito pois conheceríamos as manhas como todo homem que se preze conhece, ficaríamos com duas ao mesmo tempo e não seria anormal, nos gabiaríamos e diríamos “te amo” pra todo lanchinho que aparecesse e no final daríamos um pé na bunda delas, trocaríamos elas por uma boa cerveja.
Por uma piada da vida somos mulheres e temos que nos portar como quase santas, mas isso não quer dizer que não saibamos como jogar, ao nosso modo é muito melhor, pois é escondido, é discreto, e não nos queimamos fácil.
Porém uma coisa eu digo: se fossemos homens as meninas teriam
que se cuidar, áh isso teriam sim!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

a(ini)mizade


Estava refletindo e me dei conta do quando, em alguns relacionamentos, só as pessoas se deram, só elas pularam de cabeça, ou fingiram isso. Eu não. Eu fria. Eu pedra. E eu não sou atriz.
Até me encanto, mas o relógio precisa rodar milhares de vezes para que eu concretize esse sentimento. É uma escolha, um jeito acabado de ser. Não intendo como certas pessoas tem facilidade a apegarem-se as outras em tão pouco tempo, isso é expor o rosto demais aos tapas violentos de falsidade, interesses e futilidades que podem ser demasiadamente agressivos. Costumo analisar muito bem com quem me relaciono, estudo as opiniões, as atitudes, pois já me frustrei muito com aparências, com máscaras. As fotos sem importância mostram nitidamente isso, foram só registros, momentos com gente que hoje nem sei por onde anda, que tanto faz se estivessem comigo ou não naquela hora, acordaria no outro dia do mesmo jeito, sem nenhuma olheira de preocupação por conta disso. Tenho um círculo de amigos fechado, forte, é difícil ampliá-lo, é raro me convencerem a fazer isso, feliz ou infelizmente.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

. Clarice Lispector .

"É também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa”

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Como uma ausência, uma personalidade igual, uma falta de compreessão, uma música fora de hora, podem modificar tudo!



Quanta impotência

Eu queria poder curar suas feridas doloridas, sara-las, pegar-te no colo e ninar até que tudo fosse calmaria, entretanto minhas mãos são tão pequenas, minhas forçar menores ainda, e estou longe de amenizar o que te machuca. Desculpe!

Desmoronar :x

Eu desabei bonito hoje, chorei de soluçar e querer sumir dentro de uma redoma. O pior de tudo não é a cara inchada, não são os olhos vermelhos aparentando um murro ou a boca da Angelina Joly, são as pessoas te perguntando o que você tem, não é ruim pelo fato de perguntarem apesar de incomodar um pouco, não é isso, é por elas perguntarem apenas por curiosidade, no fundo nem querem te ajudar e na maioria das vezes ainda fazem pouco do que sentes, e como se não bastasse vc tem que sorrir e dizer que não é nada para essas pessoas.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Eu te uni a mim.




Pronunciei teu nome no sítio, no rio, na árvore, pelas ruas, na igreja, nas orações, nos textos, nas frases incompletas/completas, nas festas, nas músicas cantadas, nas danças, nas coisas que consegui, nos lugares mais lindos, nos momentos tristes, nos colos alheios, nos beijos que não eram seus, nos abraços, nos desejos, nos sonhos, em outras cidades, em lugares bacanas, no natal, no ano novo, no carnaval...
Eu te marquei em minha vida, e juntando todos esses vestígios eu monto uma frase que significa cada pedaço proferido: EU TE AMO!

sábado, 7 de maio de 2011

Mãe

Mamãe é o primeiro dia das mães que eu passo longe da senhora, queria poder dar-lhe um abraço bem apertado, um beijo estalado e pronunciar que a amo.
A gente nunca se separou por tanto tempo antes, e eu sinto saudades do seu colo, da sua proteção, de como fazes tudo por mim, dos seus carinhos, ensinou-me muito, me ajudaste e ajudas até hoje, a senhora é uma rainha e eu nunca vou poder retribuir a sua altura, nunca darei tudo o que mereces e nem direi nunca o que realmente és!
O fato é que eu a amo, e apesar de não estar ao seu lado no seu dia mesmo assim me faço presente, pois meu amor é gigantesco, supera horizontes.
Nunca vou esquecer-me que dedicastes todo o seu tempo para cuidar de mim, eu sou parte integrante sua, fiquei 9 meses dentro do seu ventre, fazendo moradia e sendo você, vou empenhar-me para ser o seu orgulho, para vê-la feliz. Mais uma vez te amo!!

Amor.


Eu te olho e parece que algo em mim quer falar, quer gritar, quer sair desesperadamente.
Olho nos teus olhos e o brilho que eles tem me fazem querer te abraçar e gritar o quanto te amo.
Que tola que eu pareço ao seu lado, não me reconheço, fico tão diferente, tão fascinada, tenho a sensação que o mundo todo parou , o tempo também, mas loguinho a hora de ir embora se aproxima e eu deixo muitas coisas sem serem ditas, fico repetindo em meus pensamentos que eu poderia ter demostrado bem melhor o quanto lhe quero bem, mas não o fiz é verdade, e mais outro dia se passou.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eduardo Baszczyn

"chove demais no que eu escrevo. não há espaço para céu limpo. a cidade é sempre cinza. os muros sempre sujos. o vento sempre leva alguma coisa. os cabelos. um papel. a barra de um vestido. as folhas da calçada. há dores demais no que eu escrevo. não existem amores perfeitos. as fotos estão sempre rasgadas. as frases no avesso. na cama, sempre sobra um maldito travesseiro. no som, apenas os discos úmidos. que rodam. e rodam. ecoando pelo apartamento suas letras tristes. rimas imperfeitas. há exagero demais no que escrevo. tempestades em copos pequenos. gritos. berros. palavrões. os arranhões são sempre rasgos. enormes. de ponta a ponta. abrindo o corpo pra que me enxerguem por dentro. roubem o que tenho escondido. me dissequem. há mentiras demais. medos demais. talvez seja preciso usar outra vida naquilo que escrevo. não a minha. por aqui, chove demais."


terça-feira, 3 de maio de 2011

O nome disso é saudade!


O passado bateu a minha porta hoje, e eu deixei entrar.
Lembrei-me de tantas coisas, meti o dedo na ferida até o coração pedir pra eu parar.
Como tu me fazias rir de qualquer besteira que fosse, não me davas o mínimo de carinho, mas conseguias me manter perto, conseguias me deter.
E eu louca, e eu criança, caia nas tuas conversas, confesso que gostava, porém apesar das minhas lembranças hoje serem boas, tu chegaste a me machucar, aliás, ainda fazes isso, por não teres consideração, por não me ligares mais, por ter me esquecido de vez, isso não cicatriza.
Queria ouvir tua voz brincalhona, queria o teu abraço sem jeito, o teu cheiro bom, queria pegar o telefone e poder ligar como se não houvesse um passado, como se nada tivesse mudado, mas o pior é que mudou e eu não tenho mais esse direito.
''tudo no seu tempo, tudo num certo momento ai ai ai (8'

segunda-feira, 2 de maio de 2011

por um fio ;x

Não quero desabafar, o que eu quero é ajuda.
Se fosse pra desabafar eu conversava com um amigo sem problema nenhum, e nem pagaria por isso.
As minhas tentativas de autoajuda foram falhas, frustradas, não acho o x da questão, o que eu encontro são mais e mais ramificações dos meus problemas, por isso resolvi procurar alguém que me mostrasse como sair dessa agonia. Até agora nada se curou, nada se acabou, já pensei em desistir sim: da vida, dos meus amores, dos meus sabores, dos meus gostos, dos meus prazeres, até dos meus amigos por achar que não farei e nem faço bem a eles, aliás, a ninguém.
O que me pressiona, me impulsiona, me matem, são os meus pais, por saber que eu sou a única filha deles, que eles depositam muita confiança em mim, que acreditam na minha recuperação, se não fosse por isso eu já teria rompido o único fio de esperança que me compõe.
Já ouvi tantas vezes que é frescura, que é desculpa minha, já trataram tantas vezes o que eu falo com indiferença, que diversas vezes já pensei que fosse isso mesmo. Pensei. Não penso mais, não é frescura, eu sei que não, eu sinto, e se eu sinto é claro que existe!
Vocês acham mesmo que eu gostaria de sentir essas sensações horríveis? Que eu gostaria de me limitar tanto? De começar e parar o que gosto por um transtorno? Se acharem isso, pois muito bem, continuem achando. Não vou contestar, gritar, espernear, puxar os cabelos, já fiz muito isso, cansei, chega!
Perdi as contas do quanto eu já ouvi que é dramaticidade, por mais de mil vezes que é frescura , besteira e seus derivados todos ao cubo.
Eu devo ganhar mais me calando, engolindo, explodindo sozinha, me afastando, me engaiolando cada vez mais, pois se eu me lembro bem, foi só o que eu fiz a minha vida toda.
- Enquanto houver esse fiozinho que seja em mim, vou prosseguir, empurrar com a barriga, vejamos até onde mais eu consigo chegar e se eu aguento.

domingo, 1 de maio de 2011

Dói tanto


Mais um até logo, mais lágrimas escorrendo, mais saudade, mais preocupação, mais distância, de novo, de novo e de novo.
Vocês voltam pra casa e me deixam novamente. Meu coração se parte sempre que os vejo saindo por aquela porta, levando a mala e um pedacinho meu, acompanho os com o olhar, dobram a esquina e eu os perco de vista.
Sempre me falta dizer “Eu amo vocês, obrigada por tudo, eu sinto muita saudade, até mais”.