segunda-feira, 2 de maio de 2011

por um fio ;x

Não quero desabafar, o que eu quero é ajuda.
Se fosse pra desabafar eu conversava com um amigo sem problema nenhum, e nem pagaria por isso.
As minhas tentativas de autoajuda foram falhas, frustradas, não acho o x da questão, o que eu encontro são mais e mais ramificações dos meus problemas, por isso resolvi procurar alguém que me mostrasse como sair dessa agonia. Até agora nada se curou, nada se acabou, já pensei em desistir sim: da vida, dos meus amores, dos meus sabores, dos meus gostos, dos meus prazeres, até dos meus amigos por achar que não farei e nem faço bem a eles, aliás, a ninguém.
O que me pressiona, me impulsiona, me matem, são os meus pais, por saber que eu sou a única filha deles, que eles depositam muita confiança em mim, que acreditam na minha recuperação, se não fosse por isso eu já teria rompido o único fio de esperança que me compõe.
Já ouvi tantas vezes que é frescura, que é desculpa minha, já trataram tantas vezes o que eu falo com indiferença, que diversas vezes já pensei que fosse isso mesmo. Pensei. Não penso mais, não é frescura, eu sei que não, eu sinto, e se eu sinto é claro que existe!
Vocês acham mesmo que eu gostaria de sentir essas sensações horríveis? Que eu gostaria de me limitar tanto? De começar e parar o que gosto por um transtorno? Se acharem isso, pois muito bem, continuem achando. Não vou contestar, gritar, espernear, puxar os cabelos, já fiz muito isso, cansei, chega!
Perdi as contas do quanto eu já ouvi que é dramaticidade, por mais de mil vezes que é frescura , besteira e seus derivados todos ao cubo.
Eu devo ganhar mais me calando, engolindo, explodindo sozinha, me afastando, me engaiolando cada vez mais, pois se eu me lembro bem, foi só o que eu fiz a minha vida toda.
- Enquanto houver esse fiozinho que seja em mim, vou prosseguir, empurrar com a barriga, vejamos até onde mais eu consigo chegar e se eu aguento.

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